domingo, 18 de abril de 2010

Humanidade não pode salvar o planeta, afirma especialista


Mudar os hábitos para tentar salvar o planeta é "uma bobagem", na opinião de um dos mais conceituados especialistas em meio ambiente no mundo, o britânico James Lovelock, para quem a Terra, se for salva, será salva por ela mesma. "Tentar salvar o planeta é bobagem, porque não podemos fazer isso. Se for salva, a Terra vai se salvar sozinha, que é o que sempre fez. A coisa mais sensível a se fazer é aproveitar a vida enquanto podemos", afirmou Lovelock em entrevista à BBC.

O cientista de 90 anos é autor da Teoria de Gaia, que considera o planeta como um superorganismo, no qual todas as reações químicas, físicas e biológicas estão interligadas e não podem ser analisadas separadamente. Considerado um dos "mentores" do movimento ambientalista em todo o mundo a partir dos anos 1970, Lovelock é também autor de ideias polêmicas como a defesa do uso da energia nuclear como forma de restringir as emissões de carbono na atmosfera e combater as mudanças climáticas.

Gatilho
Para Lovelock, a humanidade não "decidiu aquecer o mundo deliberadamente", mas "puxou o gatilho", inadvertidamente, ao desenvolver sua civilização da maneira como conhecemos hoje. "Com isso, colocamos as coisas em movimento", diz ele, acrescentando que as reações que ocorrem na Terra em consequência do aquecimento, entre elas a liberação de gases como dióxido de carbono e metano, são mais poderosas para produzir ainda mais aquecimento do que as próprias ações humanas.

Segundo ele, no entanto, o comportamento do clima é mais imprevisível do que pensamos e não segue necessariamente os modelos de previsão formulados pelos cientistas. "O mundo não muda seu clima convenientemente de acordo com os modelos de previsões. Ele muda em saltos, como vemos. Não houve aumento das temperaturas em nenhum momento neste século. E tivemos agora um dos invernos mais frios em muito tempo em todo o hemisfério norte", diz Lovelock.

Energias renováveis
Durante a entrevista à BBC, o cientista britânico afirmou ainda não ver sentido na busca de alguns hábitos de consumo diferentes ou no desenvolvimento de energias renováveis como forma de conter as mudanças climáticas.

"Comprar um carro que consome muita gasolina não é bom porque custa muito dinheiro para manter, mas essa motivação é provavelmente mais sensata do que a de tentar salvar o planeta, que é uma bobagem", diz. Para Lovelock, a busca por formas de energia renováveis é "uma mistura de ideologia e negócios", mas sem "uma boa engenharia prática por trás".

"A Europa tem essas enormes exigências sobre energias renováveis e subsídios para energia renovável. É um bom negócio, e não vai ser fácil parar com isso, mas não funciona de verdade", afirma.

Fonte: Terra – 31.03.10
Biólogos descobrem nova espécie de lagarto gigante nas Filipinas


Espécie é do mesmo grupo do dragão de komodo

Uma nova espécie de lagarto gigante, que pode chegar a até dois metros de comprimento, foi descoberta no norte das Filipinas, segundo artigo publicado na revista especializada Biology Letters.

O réptil, descrito como “espetacular” pelos biólogos, é da família dos varanos, ou lagartos-monitores, que inclui o dragão-de-komodo, o maior lagarto vivo.

A nova espécie, batizada de Varanus bitatawa, tem a pele amarela, verde e azul e sobrevive com uma dieta à base de frutas.

Apesar de conhecido pelas populações tribais da região das montanhas da Sierra Madre, no norte das Filipinas, ele havia passado despercebido pelos biólogos até agora.

“É um animal incrível”, disse Rafe Brown, um dos cientistas que descreveu a nova espécie.

No artigo, ele ainda destaca como é raro encontrar um animal terrestre tão grande que seja novo para a ciência.

Descoberta

Os cientistas consideram a descoberta tão importante quanto às de outras espécies de grandes animais nos últimos anos: o kipunji, que representa um novo gênero de primatas encontrados na África, e o bovino saola, encontrado nas florestas do Laos e do Vietnã.

Os habitantes das florestas da ilha Luzon, onde fica Sierra Madre, costumam caçar o Varanus bitatawa pela carne, uma fonte importante de proteína.

Os cientistas ignoravam sua existência até que a equipe liderada por Brown, com biólogos dos Estados Unidos, Filipinas e Holanda, pesquisou uma série de espécimes de lagartos preservadas em museus americanos e filipinos.

Dentre essas espécies, os cientistas identificaram o novo lagarto com base em seu tamanho, escamas, coloração e DNA.

O corpo do Varanus bitatawa mede cerca de um metro, com mais um metro de rabo. Ele tem a pele escura, coberta por pintas amarelas e manchas.

Suas pernas são praticamente amarelas e o rabo é listrado de amarelo e preto.

Em algumas fotografias, o animal também parece ter escamas azuis e verdes.

A nova espécie seria uma das únicas três espécies de lagartos que se alimentam apenas de frutas no mundo.

Criatura solitária

Ninguém sabe por que a nova espécie de lagarto permaneceu desconhecida dos cientistas até agora, especialmente porque há muitos biólogos trabalhando nas Filipinas.

Os pesquisadores dizem que pode ser porque ele é arredio e recluso, um animal que nunca deixa a floresta ou sai em campo aberto.

Outra razão seria o número baixo de expedições científicas que descreveram répteis que vivem nas florestas da Sierra Madre.

A nova espécie de varano vive a pelo menos 150 quilômetros de distância de seu parente mais próximo, o lagarto V. olivaceus, que também vive em árvores e se alimenta de frutas.


Fonte: BBC Brasil – 07.04.10

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Era Glacial III

Entrevista com o meteorologista e professor Luiz Carlos Molion

"Não existe aquecimento global", diz representante da OMM na América do Sul

Por Carlos Madeiro

Especial para o UOL Ciência e Saúde

Com 40 anos de experiência em estudos do clima no planeta, o meteorologista da Universidade Federal de Alagoas Luiz Carlos Molion apresenta ao mundo o discurso inverso ao apresentado pela maioria dos climatologistas. Representante dos países da América do Sul na Comissão de Climatologia da Organização Meteorológica Mundial (OMM), Molion assegura que o homem e suas emissões na atmosfera são incapazes de causar um aquecimento global. Ele também diz que há manipulação dos dados da temperatura terrestre e garante: a Terra vai esfriar nos próximos 22 anos.



Segundo Luiz Carlos Molion, somente o Brasil, dentre os países emergentes, dá importância à conferência da ONU.

Em entrevista ao UOL, Molion foi irônico ao ser questionado sobre uma possível ida a Copenhague: “perder meu tempo?” Segundo ele, somente o Brasil, dentre os países emergentes, dá importância à conferência da ONU. O meteorologista defende que a discussão deixou de ser científica para se tornar política e econômica, e que as potências mundiais estariam preocupadas em frear a evolução dos países em desenvolvimento.


UOL: Enquanto todos os países discutem formas de reduzir a emissão de gases na atmosfera para conter o aquecimento global, o senhor afirma que a Terra está esfriando. Por quê?

Luiz Carlos Molion: Essas variações não são cíclicas, mas são repetitivas. O certo é que quem comanda o clima global não é o CO2. Pelo contrário! Ele é uma resposta. Isso já foi mostrado por vários experimentos. Se não é o CO2, o que controla o clima? O sol, que é a fonte principal de energia para todo sistema climático. E há um período de 90 anos, aproximadamente, em que ele passa de atividade máxima para mínima. Registros de atividade solar, da época de Galileu, mostram que, por exemplo, o sol esteve em baixa atividade em 1820, no final do século 19 e no inicio do século 20. Agora o sol deve repetir esse pico, passando os próximos 22, 24 anos, com baixa atividade.

UOL: Isso vai diminuir a temperatura da Terra?

Molion: Vai diminuir a radiação que chega e isso vai contribuir para diminuir a temperatura global. Mas tem outro fator interno que vai reduzir o clima global: os oceanos e a grande quantidade de calor armazenada neles. Hoje em dia, existem boias que têm a capacidade de mergulhar até 2.000 metros de profundidade e se deslocar com as correntes. Elas vão registrando temperatura, salinidade, e fazem uma amostragem. Essas boias indicam que os oceanos estão perdendo calor. Como eles constituem 71% da superfície terrestre, claro que têm um papel importante no clima da Terra. O [oceano] Pacífico representa 35% da superfície, e ele tem dado mostras de que está se resfriando desde 1999, 2000. Da última vez que ele ficou frio na região tropical foi entre 1947 e 1976. Portanto, permaneceu 30 anos resfriado.

UOL: Esse resfriamento vai se repetir, então, nos próximos anos?

Molion: Naquela época houve redução de temperatura, e houve a coincidência da segunda Guerra Mundial, quando a globalização começou pra valer. Para produzir, os países tinham que consumir mais petróleo e carvão, e as emissões de carbono se intensificaram. Mas durante 30 anos houve resfriamento e se falava até em uma nova era glacial. Depois, por coincidência, na metade de 1976 o oceano ficou quente e houve um aquecimento da temperatura global. Surgiram então umas pessoas - algumas das que falavam da nova era glacial - que disseram que estava ocorrendo um aquecimento e que o homem era responsável por isso.

UOL: O senhor diz que o Pacífico esfriou, mas as temperaturas médias Terra estão maiores, segundo a maioria dos estudos apresentados.

Molion: Depende de como se mede.

UOL: Mede-se errado hoje?

Molion: Não é um problema de medir, em si, mas as estações estão sendo utilizadas, infelizmente, com um viés de que há aquecimento.

UOL: O senhor está afirmando que há direcionamento?

Molion: Há. Há umas seis semanas, hackers entraram nos computadores da East Anglia, na Inglaterra, que é um braço direto do IPCC [Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática], e eles baixaram mais de mil e-mails. Alguns deles são comprometedores. Manipularam uma série para que, ao invés de mostrar um resfriamento, mostrassem um aquecimento.

UOL: Então o senhor garante existir uma manipulação?

Molion: Se você não quiser usar um termo tão forte, digamos que eles são ajustados para mostrar um aquecimento, que não é verdadeiro.

UOL: Se há tantos dados técnicos, por que essa discussão de aquecimento global? Os governos têm conhecimento disso ou eles também são enganados?

Molion: Essa é a grande dúvida. Na verdade, o aquecimento não é mais um assunto científico, embora alguns cientistas se engajem nisso. Ele passou a ser uma plataforma política e econômica. Da maneira como vejo, reduzir as emissões é reduzir a geração da energia elétrica, que é a base do desenvolvimento em qualquer lugar do mundo. Como existem países que têm a sua matriz calcada nos combustíveis fósseis, não há como diminuir a geração de energia elétrica sem reduzir a produção.

UOL: Isso traria um reflexo maior aos países ricos ou pobres?

Molion: O efeito maior seria aos países em desenvolvimento, certamente. Os desenvolvidos já têm uma estabilidade e podem reduzir marginalmente, por exemplo, melhorando o consumo dos aparelhos elétricos. Mas o aumento populacional vai exigir maior consumo. Se minha visão estiver correta, os paises fora dos trópicos vão sofrer um resfriamento global. E vão ter que consumir mais energia para não morrer de frio. E isso atinge todos os países desenvolvidos.

UOL: O senhor, então, contesta qualquer influência do homem na mudança de temperatura da Terra?

Molion: Os fluxos naturais dos oceanos, polos, vulcões e vegetação somam 200 bilhões de emissões por ano. A incerteza que temos desse número é de 40 bilhões para cima ou para baixo. O homem coloca apenas 6 bilhões, portanto a emissões humanas representam 3%. Se nessa conferência conseguirem reduzir a emissão pela metade, o que são 3 bilhões de toneladas em meio a 200 bilhões?Não vai mudar absolutamente nada no clima.

UOL: O senhor defende, então, que o Brasil não deveria assinar esse novo protocolo?

Molion: Dos quatro do bloco do BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China), o Brasil é o único que aceita as coisas, que “abana o rabo” para essas questões. A Rússia não está nem aí, a China vai assinar por aparência. No Brasil, a maior parte das nossas emissões vem da queimadas, que significa a destruição das florestas. Tomara que nessa conferência saia alguma coisa boa para reduzir a destruição das florestas.

UOL: Mas a redução de emissões não traria nenhum benefício à humanidade?

Molion: A mídia coloca o CO2 como vilão, como um poluente, e não é. Ele é o gás da vida. Está provado que quando você dobra o CO2, a produção das plantas aumenta. Eu concordo que combustíveis fósseis sejam poluentes. Mas não por conta do CO2, e sim por causa dos outros constituintes, como o enxofre, por exemplo. Quando liberado, ele se combina com a umidade do ar e se transforma em gotícula de ácido sulfúrico e as pessoas inalam isso. Aí vêm os problemas pulmonares.

UOL: Se não há mecanismos capazes de medir a temperatura média da Terra, como o senhor prova que a temperatura está baixando?

Molion: A gente vê o resfriamento com invernos mais frios, geadas mais fortes, tardias e antecipadas. Veja o que aconteceu este ano no Canadá. Eles plantaram em abril, como sempre, e em 10 de junho houve uma geada severa que matou tudo e eles tiveram que replantar. Mas era fim da primavera, inicio de verão, e deveria ser quente. O Brasil sofre a mesma coisa. Em 1947, última vez que passamos por uma situação dessas, a frequência de geadas foi tão grande que acabou com a plantação de café no Paraná.

UOL: E quanto ao derretimento das geleiras?

Molion: Essa afirmação é fantasiosa. Na realidade, o que derrete é o gelo flutuante. E ele não aumenta o nível do mar.

UOL: Mas o mar não está avançando?

Molion: Não está. Há uma foto feita por desbravadores da Austrália em 1841 de uma marca onde estava o nível do mar, e hoje ela está no mesmo nível. Existem os lugares onde o mar avança e outros onde ele retrocede, mas não tem relação com a temperatura global.

UOL: O senhor viu algum avanço com o Protoclo de Kyoto?

Molion: Nenhum. Entre 2002 e 2008, se propunham a reduzir em 5,2% as emissões e até agora as emissões continuam aumentando. Na Europa não houve redução nenhuma. Virou discursos de políticos que querem ser amigos do ambiente e ao mesmo tempo fazer crer que países subdesenvolvidos ou emergentes vão contribuir com um aquecimento. Considero como uma atitude neocolonialista.

UOL: O que a convenção de Copenhague poderia discutir de útil para o meio ambiente?

Molion: Certamente não seriam as emissões. Carbono não controla o clima. O que poderia ser discutido seria: melhorar as condições de prever os eventos, como grandes tempestades, furacões, secas; e buscar produzir adaptações do ser humano a isso, como produções de plantas que se adaptassem ao sertão nordestino, como menor necessidade de água. E com isso, reduzir as desigualdades sociais do mundo.

UOL: O senhor se sente uma voz solitária nesse discurso contra o aquecimento global?

Molion: Aqui no Brasil há algumas, e é crescente o número de pessoas contra o aquecimento global. O que posso dizer é que sou pioneiro. Um problema é que quem não é a favor do aquecimento global sofre retaliações, têm seus projetos reprovados e seus artigos não são aceitos para publicação. E eles [governos] estão prejudicando a Nação, a sociedade, e não a minha pessoa.

Obs.: Sugiro que leiam os artigos anteriores: Era Glacial I e Era Glacial II.

domingo, 5 de abril de 2009

Política Ambiental



1 – Reivindicar do poder político ações públicas concretas no sentido de viabilizar o desenvolvimento sustentado, proposto pelo Congresso Ambiental denominado “Agenda 21”, na qual constam resoluções sobre a luta das civilizações contra a miséria humana. Para tanto, Adotaremos a Teoria da Utilização Progressiva dos recursos naturais (PROUT – Teory of Utilization Progressive), do filósofo indiano P. R. Sarkar, como ideologia de referência da nossa organização.

2 – Direcionar esforços para a inclusão de princípios preservacionistas como disciplina nos níveis básicos da educação.

3 – Lutar pela preservação de áreas verdes ainda não degradadas (ou ocupadas) e debater com as autoridades a elaboração de leis ambientais que as definam como parques ecológicos e pressionar os governantes para a efetivação dos parques já existentes.

4 – Colaborar com as instituições públicas na elaboração de uma legislação viária (em conformidade com o Código Nacional de Trânsito) que determine a criação de ciclovias, a partir da Rodovia Tapir Rocha estendendo-se às ruas asfaltadas do Município de Viamão e da Avenida principal do Município de Alvorada para sua vias confluentes asfaltadas.

5 – Criar um projeto piloto para a coleta seletiva do lixo no qual uma pequena comunidade seja escolhida e educada sobre a seleção e depósito de materiais em coletores comunitários. Para a conscientização dos moradores atuar nas escolas, associações comunitárias, clubes de mães e igrejas, divulgando a proposta através de debates, palestras, panfletos e placas educativas.

6 – Gestionar, postular ou pressionar os legisladores federais para a criação urgente de um projeto de lei que proíba a comercialização de piscinas de plástico, em nível nacional, tendo em vista as previsões científicas de escaces de água no mundo, particularmente no Brasil, e o esbanjamento inconsciente da água através destes “produtos”, em que as pessoas armam e enchem as “piscinas” nos seus quintais com o simples objetivo de refrescarem-se do calor, muitas vezes trocando de água todos os dias, causando desperdício, e outras deixando os “reservatórios” cheios (a céu aberto) por vários dias propiciando a reprodução de mosquitos transmissores da dengue e de outras doenças.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Áreas efetivadas!

Unidades de Conservação no Rio Grande do Sul


Unidades de Conservação Federais

1 – Estação Ecológica de Aracurí-Esmeralda
2 – Estação Ecológica do TAÍM
3 – Ref. de Vida Silvestre da Ilha dos Lobos
4 – Floresta Nacional de São Francisco de Paula
5 – Floresta Nacional de Passo Fundo
6 – Floresta Nacional de Canela
7 – Parque Nacional da Serra Geral
8 – Parque Nacional de Aparados da Serra
9 – Parque Nacional da Lagoa do Peixe
10 – APA do Rio Ibirapuitã


Unidades de Conservação Estaduais

11 – Estação Ecológica Estadual Aratinga
12 – Reserva Biológica de Ibicuí Mirim
13 – Parque Estadual do Delta do Jacuí
14 – Reserva Biológica do Mato Grande
15 – Reserva Biológica de São Donato
16 – Reserva Biológica Estadual Mata Paludosa
17 – Parque Estadual do Turvo
18 – Parque da Guarita (turístico)
19 – Parque Estadual do Espigão Alto
20 – Paque Estadual de Rondinha
21 – Parque Estadual de Ibitiriá
22 – Parque Estadual de Taínhas
23 – Parque do Caracol (turístico)
24 – Reserva Biológica da Serra Geral
25 – Parque Estadual de Itapuã
26 – Parque Estadual de Camaquã
27 – Parque Estadual do Espinilho
28 – APA Rota do Sol
29 – APA do Banhado Grande
30 – Reserva Biológica do Ibirapuitã
31 – Ref. de Vida Silvestre Banhado dos Pachecos
32 – Parque Estadual do Podocarpus
33 – Parque Estadual de Itapeva





Unidades de Conservação Municipais

34 – Reserva Biológica do Lami
35 – Parque Municipal Saint Hilaire
36 – APA Microbacia Lajeado da Cruz
37 – APA Guarita Itapeva
38 – APA Lagoa Itapeva
39 – APA de Riozinho
40 – APA de Caraá
41 – APA de Osório
42 – APA Margem Esquerda dos Rios Jacuí e Taquarí


Terras Indígenas

43 – Rio dos Índios
44 – Kaingang de Iraí
45 – Nonoai
46 – Guarita
47 – Nonoai/Rio da Várzea
48 – Votodouro
49 – Guaraní Votodouro
50 – Serrinha
51 – Ventarra
52 – Cacique Doble
53 – Inhacorá
54 – Ligeiro
55 – Carreteiro
56 – Monte Caseros
57 – Salto Grande do Jacuí
58 – Guarani da Barra do Ouro
59 – Varzinha
60 – Cantagalo
61 – Capivarí (Yryapu)
62 – Coxilha da Cruz
63 – Pacheca
64 – Kapii Owy
65 – Mato Preto

Internacionalização ou devastação total?

De quem é a Amazônia, afinal?


Da BBC Brasil - 18/05/2008 05:01
'De quem é a Amazônia, afinal?', diz 'NY Times', Jornal americano diz que Brasil se preocupa com soberania da floresta.

Uma reportagem publicada neste domingo no jornal americano The New York Times afirma que a sugestão feita por líderes globais de que a Amazônia não é patrimônio exclusivo de nenhum país está causando preocupação no Brasil.

No texto intitulado "De quem é esta floresta amazônica, afinal?", assinado pelo correspondente do jornal no Rio de Janeiro Alexei Barrionuevo, o jornal diz que "um coro de líderes internacionais está declarando mais abertamente a Amazônia como parte de um patrimônio muito maior do que apenas das nações que dividem o seu território".

O jornal cita o ex-vice-presidente americano Al Gore, que em 1989 disse que "ao contrário do que os brasileiros acreditam, a Amazônia não é propriedade deles, ela pertence a todos nós".

"Esses comentários não são bem-aceitos aqui (no Brasil)", diz o jornal. "Aliás, eles reacenderam velhas atitudes de protecionismo territorial e observação de invasores estrangeiros escondidos."

Acesso restrito

O jornal afirma que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva tenta aprovar uma lei para restringir o acesso à floresta amazônica, impondo um regime de licenças tanto para estrangeiros como para brasileiros.

"Mas muitos especialistas em Amazônia dizem que as restrições propostas entram em conflito com os próprios esforços (do presidente Lula) de dar ao Brasil uma voz maior nas negociações sobre mudanças climáticas globais - um reconhecimento implícito de que a Amazônia é crítica para o mundo como um todo", afirma a reportagem.

O jornal diz que "visto em um contexto global, as restrições refletem um debate maior sobre direitos de soberania contra o patrimônio da humanidade".

"Também existe uma briga sobre quem tem o direito de dar acesso a cientistas internacionais e ambientalistas que querem proteger essas áreas, e para companhias que querem explorá-las."

"É uma briga que deve apenas se tornar mais complicada nos próximos anos, à luz de duas tendências conflituosas: uma demanda crescente por recursos energéticos e uma preocupação crescente com mudanças climáticas e poluição."

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quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Era Glacial II

Gelo mostra mudança abrupta no clima da Terra

Um estudo do gelo da Groenlândia, localizado entre 1.452 e 1.642 metros de profundidade, indica que o clima se alterou abruptamente no fim da última era glacial e que a temperatura aumentou até 10ºC de um ano para outro. A pesquisa, publicada na revista Science, lança um alerta para os cientistas em tempos de aquecimento global: transições dramáticas e totalmente imprevistas no clima podem acontecer em períodos extremamente curtos.

O Dr. Sune Olander Rasmossen, da Universidade de Copenhague (Dinamarca), diz que é preciso criar modelos que simulem as alterações do passado e que verifiquem se o clima tem pontos de “virada”.

APARÊNCIA – Segundo Sune, os aquecimentos observados durante a era glacial (um há 11.700 anos) mostram as alterações atmosféricas de um ano para o outro. A última dessas viradas climáticas deu ao planeta a cara que ele tem hoje: as geleiras que cobriam parte do Hemisfério Norte derreteram, e o nível do mar subiu cerca de 100 metros.

Para chegar ao resultado, pesquisadores analisaram a quantidade de poeira, a composição da água e do ar preso no gelo, o qual também indica que o aquecimento é iniciado com as mudanças nas monções da região tropical, o que altera os padrões climáticos subitamente no pólo.

De acordo com o pesquisador Pedro Leite Dias, diretor do Laboratório Nacional de Computação Científica, um ponto notável da pesquisa é a resolução temporal – análise ano a ano do gelo. “Isso requer um nível de precisão no tratamento dessas amostras que seria inconcebível há cinco, seis anos atrás”.

Ele também considera interessante o fato de o trabalho fazer conexão entre o que aconteceu na Groenlândia e algumas alterações climáticas na região equatorial. “Eu venho acompanhando alguns trabalhos sobre mudanças abruptas da região equatorial. E, na África, há indícios de mudanças repentinas no clima nesse mesmo período, no final do último glacial”, destacou.

INTERGLACIAL – “Nós analisamos a transição da última era glacial até o presente período interglacial, e as mudanças no clima estão acontecendo tão de repente que é como se alguém tivesse apertado o botão”, compara o pesquisador Dorthe Dahl-Jensen.

Sune afirma que o próximo passo é estudar mais o passado do período interglacial.


Ai, ai, ai, ai, ai!

Fonte: Afra Balazina/folhapress – O Sul. 22 de julho de 2008.